Alfabetização Socioecológica para a Justiça Social

Esta linha de trabalho é proposta com o objetivo de refletir sobre que educação precisamos hoje para construir sociedades mais justas a partir de uma perspectiva ecossocial, que deve ter como prioridade inegável a alfabetização socioecológica de nossas sociedades e de seus habitantes.

Apresenta-se como uma linha de trabalho que permite conectar conhecimentos práticos e materiais para re-articular um modo de vida que pode evitar as conseqüências mais prejudiciais da produção industrial e capitalista, com uma estrutura teórica que muda o imaginário na direção de uma Nova Cultura de a terra. Um objetivo básico que a educação em seu sentido mais amplo – desde a pausa democrática forjada nos espaços políticos e sociais até os currículos dos centros educacionais em todos os níveis – deve satisfazer é fornecer treinamento básico sobre o funcionamento real da Vida humana em Gaia. Diante do obscurantismo do economismo que afirma que o crescimento infinito é possível em um planeta finito, é necessário contra-atacar com uma formação interdisciplinar que, a partir da termodinâmica e da biologia, nos permite entender a natureza de nossa interação com o planeta. E, a partir daí, trabalhe em uma abordagem humanística que reflita sobre como construir estilos de vida que tornem o limite imposto por essa estrutura compatível com a construção de vidas desejáveis em sociedades justas e democráticas. Uma educação ecologicamente consciente deve levar com determinação sob sua responsabilidade a visibilidade e ilustração do cenário de emergência contemporâneo e as críticas e denúncias da dinâmica responsável por ele. Todos os itens acima constituiriam o cerne do trabalho desta linha de trabalho no contexto do Cátedra.

A partir desta linha de trabalho, algumas atividades foram organizadas:

  • [Curso on-line] Ecologia ou barbárie. O impossível retorno à normalidade ou como não entrar em uma confusão maior após uma pandemia global, por Adrián Almazán, de Ecologístas en Acción (04/05 / 20-07 / 06/20)
  • O antropoceno: a era da crise ecossocial global, em colaboração com o Departamento de História Contemporânea da Faculdade de Filosofia e Letras da UAM e o Instituto Demospaz (10/04/19).
  • 15 de março (15M): Uma greve internacional contra a mudança climática, em colaboração com o grupo de pesquisa GinTRANS ^ 2 (13/03/19).
Também, os membros da Cátedra participou de várias conferências, seminários e seminários sobre o assunto:
 
  • Ruralidade ou barbárie, de Adrián Almazán. No âmbito do ciclo “Tierra Cultura Vida”, organizado pela Associação Cultural La Ortiga, em Santander (Espanha) (03/10/2019).
  • Uma era de novos paradigmas: ecologia, soberania alimentar, movimento “lento”, economia de Km O, transição energética … Como colocar a ruralidade no centro? de Adrián Almazán. No âmbito do “II Fórum, Cultura e Ruralidades. Rural + Urbano, Urbano + Rural. O território como sistema ”organizado pelo Ministério da Cultura e Esportes, em Soria (Espanha) (06/05/2019).
  • Diálogo: Direitos humanos e desafios ecossociais, de Adrán Almazán e Carmen Madorrán, no âmbito do I Congresso Internacional de Direitos Humanos, Democracia, Cultura de Paz e Não-Violência, realizado na Universidade Autônoma de Madri (Espanha) (31/05/2019)
  • Da natureza como objeto à natureza como artefato: fundamentos imaginários do extrativismo e suas mutações contemporâneas, de Adrián Almazán. No âmbito do “Seminário de Mineração e Extrativismo. Diálogo entre a Academia e os Movimentos Sociais ”, organizado pelo HUM952 – STAND Group da Universidade de Granada, em Granada (Espanha) (09/09/2019).